Japan House São Paulo apresenta: Kengo Kuma – eterno efêmero Japan House São Paulo apresenta: Kengo Kuma – eterno efêmero
Com início no dia 18 de julho, a segunda exposição do centro cultural tem foco nos trabalhos do arquiteto japonês Kengo Kuma e mostraráa... Japan House São Paulo apresenta: Kengo Kuma – eterno efêmero

Com início no dia 18 de julho, a segunda exposição do centro cultural tem foco nos trabalhos do arquiteto japonês Kengo Kuma e mostraráa arte de ressignificar o vazio por meio de edificações

A exposição Kengo Kuma – Eterno Efêmero será a segunda mostra exibida pela JAPAN HOUSE São Paulo e trará a essência do trabalho de um dos arquitetos mais inventivos do Japão. Responsável pela reforma do prédio que abriga o centro cultural na Avenida Paulista, Kuma assina outros inúmeros e grandiosos projetos pelo mundo afora, já concluídos ou em andamento, como o Estádio Olímpico de Tóquio para 2020. Este e outros trabalhos poderão ser vistos de perto, em detalhes, a partir do dia 18 de julho.

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A essência do trabalho de Kengo Kuma está na utilização da tradição construtiva japonesa e de técnicas artesanais como base para criar desenhos contemporâneos e inovadores, atrelados ao constante uso do espaço, da luz natural, de elementos orgânicos e valores como o respeito aos materiais e a forma como são utilizados. O resultado são projetos com forte personalidade, que vêm conquistando admiradores em todo o mundo. Kuma acredita na importância de não deixar que a arquitetura se imponha sobre a natureza ou ao meio a sua volta, mas que se integre a eles, sem ofuscar.

No Japão, edificar está diretamente relacionado ao Ma – palavra japonesa que pode significar “intervalo”, “espaço”, “tempo” ou “distância entre duas partes estruturais”. É a criação de espaços vazios, de lugares propícios para que algo potencial aconteça. Oriundo do país onde os terremotos são eventos corriqueiros, o conceito de eterno não está na manutenção dos materiais ou do edifício em si, mas na técnica utilizada para a construção que, com o tempo, pode sofrer desgastes. Por isso é tão importante preservar a técnica e a memória, e Kengo Kuma retrata isto em seu trabalho, incorporando o bambu, o washi (papel japonês), a técnica sukyia de construção em madeira, sempre privilegiando o orgânico frente ao sintético.

A exposição ocupará o andar térreo da JAPAN HOUSE São Paulo até o dia 11 de setembro. Entre os trabalhos apresentados, estarão três construções do arquiteto – Fuan, Tsumiki e Cobogó Pavilion. O Fuan é uma casa de chá feita a partir de um enorme balão flutuante, coberto por um tecido extremamente leve que pesa apenas 11g por metro quadrado e que, de acordo com a lenda japonesa, está presente na túnica celestial de um anjo. Este projeto é a perfeita expressão da ‘não construção’, da arquitetura temporária, que permite o deslocamento pelo vento e ser levado para onde quiser.

O Tsumiki é um conjunto de peças de madeira que se encaixam como um brinquedo de montar. Projetados principalmente para crianças, são feitos em cedro de 7mm de espessura e com design capaz de criar diferentes arquiteturas, possibilitando a construção de formas flexíveis. Durante todo o período da mostra, haverá tsumikis menores para brincar no Jardim Japonês, no térreo da casa. Já o Cobogó Pavilion é uma escultura permanente inspirada no cobogó brasileiro, elemento construtivo vazado criado no Recife nos anos 30 e batizado com a junção da primeira sílaba dos sobrenomes de seus criadores, os engenheiros Amadeu Oliveira Coimbra, Ernesto August Boeckmann e Antônio de Góis. A obra ficará exposta no Sotodoma e, ao final da exposição, será transferida para uma praça no Jardim Europa, na cidade de São Paulo.

 

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