Gestor de mídias sociais da Uniara dá dicas de como navegar na rede, tentar se proteger de possíveis invasores e manter as crianças seguras...

Gestor de mídias sociais da Uniara dá dicas de como navegar na rede, tentar se proteger de possíveis invasores e manter as crianças seguras

As tecnologias de proteção aos usuários da web têm crescido, porém, não há garantia de que eles estão 100% invulneráveis aos riscos causados pela invasão de privacidade. Com uma rede bombardeando o internauta com informações a todo o momento, é difícil garantir uma boa segurança no ambiente virtual. O gestor de mídias sociais e professor da Universidade de Araraquara – Uniara, Samuel Gatti Robles, dá dicas de como navegar na rede, como tentar se proteger de possíveis invasores e também como manter as crianças seguras.

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“É preciso ter muita atenção, principalmente ao receber e-mails, já que o maior erro das pessoas é confiar em tudo o que chega às suas caixas de entrada, mesmo sendo de remetentes conhecidos. É necessário desconfiar de tudo, seja de imagens, arquivos em PowerPoint com mensagens aparentemente bonitas e, o que é muito comum, links que despertam a curiosidade, como ‘você é o ganhador do prêmio tal’, ‘seu nome está inserido no cadastro de inadimplentes’ ou ‘veja essa foto’. Desconfiar de tudo o que é oferecido é o primeiro passo para uma navegação segura”, salienta o gestor.

Ele conta que o comércio eletrônico é o que mais tem feito pessoas inocentes caírem em golpes, e que os links maliciosos pegam muita gente de surpresa. “Outros cuidados também devem tomados como, por exemplo, com os plugins de segurança aos serviços de homebank”, aponta.

A melhor forma de saber se há algum indício de algo maléfico na rede é observando a origem do site, de acordo com Robles. “Geralmente os ataques são originados a partir de sites hospedados fora do país. Uma dica bem interessante é colocar o mouse em cima do link suspeito e olhar na barra inferior. Com isso, aparecerá a URL completa. Por exemplo, se a mensagem for da Receita Federal ou algum outro banco, obviamente seu conteúdo virá em português, porém, se ao colocar o mouse aparecer qualquer outro final da mensagem que não seja ‘.br’, desconfie. Outro indício desses sites é que, normalmente, eles cometem muitos erros de gramática”, comenta.

Em relação ao homebanks, o especialista afirma que o usuário deve estar atendo aos sistemas de proteção que o próprio banco oferece e, em caso de suspeita de fraude ou invasão, o acesso deve ser evitado, e o banco, avisado imediatamente.

Ao falar de hackers – programadores que acessam computadores sem autorização -, o professor alerta que podem causar vários danos ao usuário. “Eles agem como se estivessem brincando e testando a segurança alheia, e isso se dá a partir de qualquer computador. Os danos podem ser desde a instalação de um arquivo executável que poderá invadir e roubar todos os dados do usuário, ligar a câmera, fotografar, ou fazer um print screen das telas, até apagar todos os dados arquivados”, detalha.

Quanto aos antivírus, Robles enfatiza que são eficazes até o ponto em que uma nova vulnerabilidade é encontrada. “Não há proteção 100% eficaz. Os usuários devem criar um hábito importantíssimo, que é a sua constante atualização, e serem comprometidos com isso de maneira radical, a ponto de checarem se realmente tudo está atualizado”, recomenda.

Conteúdos impróprios para crianças

Os cuidados não são somente em relação à segurança dos computadores, mas também voltados ao acesso a conteúdos impróprios da rede, por crianças. Nesse caso, o gestor aconselha os pais a criarem filtros de sites. “A melhor forma é criar uma área específica para o filho acessar, e impor algumas restrições. A maioria dos sistemas operacionais já disponibiliza o ‘controle parental’, porém, o melhor controle é aquele exercido pelos pais que oferecem acesso vigiado, ou seja, eles devem estar juntos com os filhos”, finaliza.

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